21 junho 2007

Curiosidades Sobre os Números

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Lá estava eu procurando uns livros na Biblioteca "Carlos Benjamin de Lyra" sobre história da matemática e algumas biografias, que todavia, não encontrei. Mas peguei uns 4 livros da sessão de História da Matemática.



Primeiramente, comecei a ler o The Mystery of Numbers (de Annemarie Schimmel, 1993, publicado pela "Oxford University Press"), e então comecei a ter a idéia de estudar mais a história, filosofia, origens... etc. dos números, assim, os números como algarismos. E isso comecei a observar também nos outros livros, e por fim, fiquei bem empolgado no assunto. Mas como são MILHARES de páginas em todos os livros, me apeguei mais ao estudo do The Mystery of Numbers, e apenas recorria aos demais para aprofundar mais e ver a opinião de outros livros, aliás, em alguns momentos o The History of Mathematics: An Introduction (de Victor Katz, da University of the District of Columbia, publicado pela Addison Wesley Longmann) e o A História da Matemática (de Carl B. Boyler, professor do Brooklyn College, publicado pela Edgard Blücher).

E o mais interessante, foi o que encontrei no livro The History of Mathematics, no qual faz um anagrama sobre o desenvolvimendo dos simbologos que hoje conhecemos como 1, 2, 3, 4...0. Tudo tem por origem na India, com o "Brahmi numerals", então tal desenvolveu-se um pouco para o "Indian (Gralior)", o qual alguns número já possuem alguns traços com os que conhecemos. E deste, passou para duas frentes: 1. West Arabic (gubar) 2. East Arabic (que ainda é usado na Turquia). Bem, daí, os europeus incorporaram esses números arabes, e então, fora-se transformando até que no "15th Century" passará a possuir traços muitos próximos dos atuais, e então desse, passou para o "16th Century (Dürer)" que enfim, são os números como hoje são.

Mas como o próprio livro é bem denso, contém 314 páginas, eu pensei em ler algumas coisas nas férias, mas como nas férias, a Biblioteca vai fazer a contagem, pediram que entregasse antes e que vai ficar fechada durante; bem, então optei por apenas ler alguns capitulos que me chamaram a atenção. Os primeiros 6 capitulos é uma introdução geral ao livro, os estudos feitos, até mesmo explicando algumas coisas quanto aos números, algumas informações históricas interessantes e até mesmo sobre algumas superstições (que aliás, é o nome do sexto capitulo). Bem, após, eu li um pouco sobre o número 2 (um capitulo), ai me empolguei e fui ler sobre os números 6 e 7 (creio que depois lerei o do 1). Bem, e são esses os capitulos que me chamaram a atenção, com os quais colocarei muitas informações, curiosidades nesse post:

"Six The Perfect Number of the Created World" (p. 122-126)
"Seven The Pillars of Wisdom" (p. 127-155)

6 - O Perfeito Número da Criação do Mundo
O número é considerado perfeito, devido algunas propriedades matemáticas, entre algumas outras, são:
  • A soma: 1 + 2 + 3 = 6
  • O produto: 1x2x3 = 6
  • O produto, ou mesclagem, entre o homem (representado pelo número 2) e a mulher (representado pelo 3) [é preciso estudar sobre os números 2 e 3 para saber o motivo de tal representação] tem por resultado: 2x3 = 6
  • O número 6 é a base das figuras geométricas, visto que como tal é resultado tanto de 1x2x3 como 1+2+3. Veja que incrivel comparação ocorre quanto a geometria: 1 representa o ponto 2 (ou 2 pontos) representa uma reta 3 (...) representa um triangulo que forma um plano.

E o que me surpreendeu foi que no meio do capitulo começou a falar da Bíblia, dizendo que o número 6 representa A CRIAÇÃO. E também tráz uma expeculação
"six is not perfect because God has created the world in 6 days; rather, God has perfect the world in 6 days because the number was perfect." (p. 122)

E também consta com uma fascinante observação de Augustine (acho que é o santo Augostinho):
"Augustine argues is a similar vein and is even able to divide these 6 days into 3 parts: on the first day [1 dia] God created light; on the second and third day [2 dias], heaven and earth, the fabrica mundi; and in the 3 last days he made the individual creatures, from fish to man and woman." (p. 122 e 123) [pense na questão 1x2x3 = 1+2+3 = 6]

O livro fala também um pouco sobre o sábado. Mas nada de especial. Contudo, algo realmente também incrível, foi quanto a observação dos serafins na página 123:
"The fact that the seraphin of Isaiah's vision (Is. 6:2) had 6 wings points to their perfection."

Também achei interessante suas observações quanto ao pôr-do-sol biblico, simbolizando pela sexta hora da tarde de sexta-feira. Já na página 24, até faz uma análise de Mateus 25:34-36 que eu nunca tinha reparado. No v.34, fala sobre a fundação do mundo (a criação, os 6 dias), e logo em seguida, Jesus, faz uma interessão de idéias com 6 atividades, para saciar as necessidades básicas da vida (confira):
de Hrabanus Maurus:
  1. fome: a alimentação, o pão de cada dia
  2. sede: a água
  3. forasteiro: uma pessoa sem teto, sem ter um lugar apropriado para dormir, ou mesmo viver
  4. nu: a vestimenta do corpo
  5. enfermo: a questão da saúde
  6. preso: estar num local afastado dos entes queridos, solidão e coisas do tipo


Como pode ver, o total é 6. E aí fica aquelas perfungas: Coincidência? Bem, após pensei um pouco mais, e percebi que se você for encarar o número 6 como perfeito e mesmo simbolizando a criação, o que fica implicito O Criador que é o Mantenedor, aquele que cuida do Seu povo e os próprios ensinos de Jesus, talvez até aprofunde mais os versos, trazendo a idéia de que ISSO É PERFEITO, a caridade, e que isso está envolvido com a adoração do Criador, e envolve a criação. E mais, Tiago diz, que é a perfeita religião (Tia. 1:27).

O livro faz a seguinte conclusão quanto a isso: "In Matthew (25:34-36), the 6 is seen as a symbol of the vida activa, the life of good works."
Bem, com essa idéia, pense na questão do quarto mandamento de Deus: 6 dias trabalharás? Visto, que 6 simboliza "a vida ativa", "as atividades do dia-dia". Interessante, não?

Fala também sobre o livro de Apocalipse, o cap. 10 em especial, sobre os 7 anjos, em que 6 anunciam o longo julgamento, mas que o sétimo anuncia que esse divino ministério fora concluído, finalizou. (aliás, por pouco que não faz um estudo sobre o Juizo Investigativo.)

Bem, nessa altura é esfocalizado um pouco a Biblia, e começa a envolver o 6, com o Zoroastrianism da Pérsia. Faz também uma mensuração ao hexagrama, a "Hermetic tradition". A criação indiana do Vishnu triangle e também sobre o destrutivo Shiva triangle. Após, volta-se novamente para a Bíblia, analisando, um pouco, a "estrala de Davi". E apenas notifica quanto ao portal da Catedral de Freiburg, Alemanha.

E, por fim, faz uma observação fascinante quanto ao hexagono na Química Orgânica, como a estrutura molecular do anel benzeno (benzine ring), C6H6. (falta recursos de edição de texto no blogger)


7 - Os Pilares da Sabedoria

Diferentemente do número 6, esse capítulo é muito longo, possuí muita coisa mesmo, há influência em diversas culturas. E que portanto, apenas destacarei quanto aquilo que mais me interessou.

Bem, de inicio ele tráz várias propostas quanto algumas coisas atribuidas à importância desse número, como: Há 7 mares; a moderna versão do "Sienbenmeilensiefel (the 7-league boot)", a marca da bebida 7-Up. E tráz uma informação interessante no segundo parágrafo da pág. 127:
"The number 7 has fascinated humankind since time immemorial. Thus, in a study called Seven, the Number of Creation, Desmond Varles has tried, as did manu others before him, to reduce everything in the sublunar world to the number 7. Indeed, it consists of a ternary of creative principles (active intellect, passive subconscious, and the ordering power of cooperation) together with a quaternity of matter encompassing the 4 elements and the corresponding sensual powers (air = intelligence, fire = will, water = emotion, earth = morals). Such a division of the 7 into these two constituent principles, the 3 spiritual and the material 4 [alguns dizem que o 7 representa os 4 elementos e a Trindade = Deus = Pai, Filho e Espirito Santo], was used time and in medieval hermeneutics and is also at the basis os the division of the 7 liberal arts into the trivium and the quadrivium." (negrito acrescentado)

Continuando, faz umas comparações quanto: Há 7 notas musicais (ver p. 128). Também quanto algumas considerações de: Shakespeare, Solon, Greek, Philo de Alexandria, Sir Thomas Browne. Sendo que, quanto a Thomas B., destaco que ele relaciona o 7 com a expectativa de vida das pessoas, como: o que é considerado baixo, a média, e o que seria uma vida longa - e que tudo, tem por - assim posso dizer matemáticamente - limit, multiplos de 7.

Então fala sobre os arabes, depois da China. E na China é interessante, que para tais, o 7 simboliza (ou simbolizava - não sou tão fluente para ler em inglês) as fases da vida das mulheres. E mostrá lá. E o mais incrível é que tem lógica. E que são coisas dificil de se dizer: "Bem, essas 20 coisas serem fatos e envolverem o 7 é pura coincidência." Aí, também fala sobre o Pseudo-Hippocrates, que para tal, o 7 influencia sublimarmente os valores (tipo, humanos, sociais, filosóficos, morais...). E também relaciona-o com a astronomia. E entre diversas outras relações que variam desde a Babilônia até os Maias, entre muitas outras coisas, que aliás, o capitulo fala muito sobre vários povos que relacionavam o 7 com a astronomia, principalmente, porque até então, eles sabiam da existência de 7 planetas. E no geral, há uma relação do 7 quanto a filosofia humana, de como tornar-se uma pessoa perfeita, mente 100% equilibrada, estado de espirito etc. Até fala uns negócios sobre o Taoismo (uma filosofia atéica chinesa) e o budismo, mas não li direito.

Até que, finalmente, na página 132, ele começa a falar sobre a relação do 7 com a Bíblia. E nossa, fala várias coisas. O próprio livro faz uma observação quanto a Biblia:
"The Old Testament is replete with heptads."
E então, mostra algumas referências etc. Até que fala de Salomão. - Bem, nessa altura, confeço, que quando estava escolhendo os livros lá na prateleira da Biblioteca, buscando conhecer mais sobre os grandes feitos da Matemática, a última coisa que eu imaginaria, é que num determinado momento, um dos livros estaria-me fazendo ler o livro de Provérbios, ou que então falaria de Salomão. E diz o seguinte, apesar de eu estar com certos problemas para entender a última frase, devido ao meu limitado inglês:
"As 7 contains everything, the Proverbs praise the 7 Pillars of Wisdom (9:1) [que inclusive a caracteristica principal atribuida ao 7, e que é o titulo do capítulo], and when Zechariah speaks of the 7 eyes of the Lord, he uses image to evoke God's omnipresence and omniscience (4:10. The idea of 7 divine eyes reoccurs in later Sufism in connection with the 7 great saints who, as it were, are the eyes through which God looks at the world." (ênfase acrescentada)

Nota: Wisdom quer dizer, sabedoria, prudência, discernimento, bem-senso e coisas do tipo. Enfim, basta ler Prov. 9:1 que você encontra lá o que quer dizer.

Depois de um paragrafo, o texto aborda sobre o "sábado", umas coisas incríveis, como abaixo:
"The seventh of these lower sefirot (the tenth one altogether) is the Shekhinah, which is called the Sabbath Queen and whitch, the Zohar explains, corresponds to the seventh primordial day." (negrito acrescentado) [atente para a oração final]

Isso não faz pensar quanto a importância do sábado? Qual a sua relação para com o 6 que representa a perfeição e a Criação - numéricamente falando? Creio que o sétimo dia confirma, assina, CARIMBA a apólice da perfeição, da Criação. Para aqueles que são sabatistas ou que meramente conhecem a doutrina sabatista, percebe-se que dá para incluir um significado ainda mais profundo quanto ao mandamento de Deus de guardar o sábado (o dia 7).

Bem, depois você pode ver nas páginas 134 e 136, umas ilustrações quanto ao candelabro e algumas informações. Na pag. 135 faz uma análise bem interessante quanto a ressurreição de Jesus, na qual foi no oitavo dia (após o dia 7), e fica nas entre-linhas que isso significa que o próprio Jesus observou a importância do dia 7. (Confeço que nessa hora até me passou na cabeça se o autor tem algum vinculo com os Adventistas.) Depois fala sobre a relação do 7 para com o islamismo. E nas páginas 137-139, é feito uma expeculação medieval de que o moderno cristianismo [bem, poderia considerar a "instituição" que a representa em nivel mundial (Católica)] não se baseia na Biblia, mas possui um envolvimento pagão com as idéias de deuses gregos, especialmente, Apollo e Atena; isso, através do número 7. E então depois começa a falar sobre isso, de que isso veio de Roma, pois tal pegou tais tributos dos gregos, e a Igreja incorporou. [Interessante, nem, mesmo os números deixam de acusar sobre a verdadeira imagem da Igreja Católica e o que a levou a ser o chifre pequeno de Daniel.]

Considerações Finais:

Algo esse conteuto me fez pensar: Os números, essa complexidade, como eles são envolvidos na Bíblia, e que só foram compreendidos mais rescentemente. Testemunham de que a Bíblia não fora escrita por qualquer um. E torna-se dificil dizer: "Esses milhares de fatos são pura coincidência." Enfim, os números também são mais um testemunho quanto a confiança das Escrituras Sagradas, e que é uma obra incrivel e que vale ser estudada; até mesmo, na História da Matemática.

Bem, termino por aqui. Afirmo, que de agora em diante, vou prestar muito mais atenção nos números. hehe E também, recomendo esse livro, pois ele é bem seguro, aliás, vem da Universidade de Oxford. Ele aborda profundamente os temas, busca várias fontes, não é um livro que se prende na religião; mas devido aos fatos, a realidade, não teve como deixar de lado. Uma coisa que gostei muito, é que ele diz: isso é fato, isso é uma suposição, isso é expeculação, isso é uma idéia misticismo ou ocultismo (não nessas palavras). Ele faz essa distinção do seu conteúdo. Não sei se há uma versão traduzida para o português, mas vale a pena ler. Na última página, tem uma marca do IME, que diz que custou R$ 36,71; portanto, é barato comparado a tantos.

13 junho 2007

A Matemática da Mega-Sena

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Inconformado em saber que milhões de pessoas em todo o Brasil ficam gastando dinheiro jogando na Mega-Sena, com aquela esperança de "eu posso ganhar", ou "alguem tem quem ganhar, e por que não eu?" Bem, espero que esses dados matemáticos ajudem a compreender um pouco melhor as "Probabilidades" da coisa.


No site: http://www.caixa.gov.br/loterias/loterias/megasena/probabilidades.asp
há alguns dados, porém, no minimo "estranhos", principalmente quanto as sua interpretação e condições. Então aqui colocarei algumas comparações para ter idéia sobre a grandeza dessa "chance", ou "tendência", ou, simplesmente, sua probabilidade de ser sorteado e ganhar o premio milionário, e uns métodos alternativos e certos de torna-se rico.
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Bem, para ganhar, você tem que acertar seis números, sendo que variam de 01 - 60. Num dos modos mais práticos da matemática de se saber, quantas são essas possibilidades, eis o meio:
Representemos as seis casas, onde estarão os seis numeros sorteados:

__ __ __ __ __ __
Bem, então agora associamos, a cada uma delas, a quantidade de numeros (ou bolas) possiveis para cada:
__ __ __ __ __ __
60 59 58 57 56 55
Então para cada uma delas, há a possibilidade das demais. Ou seja, temos que ajuntar tais. É aquele famoso: "Você tem que acertar a primeira e a segunda e a terceira e a quarta e a quinta e a sexta." Enfim, esse "e" representa uma multiplicação (sem entrar em mais detalhes do motivo).

Enfim, o números de eventos possíveis é o resultado dessa conta:
60x59x58x57x56x55

Que é igual a: 36.045.979.200 eventos possíveis.


Errata?
No site da Caixa, temos que a probabilidade é de 1 em 58.063.860. De onde tiraram esse valor? Que é 621 vezes menor!?

Então, se você apenas optar por jogar 1 vez, em 6 números, a sua chance é de 1 em "36 bilhões 045 milhões 679 mil e 200"

Ou seja, na representação fracionária:
____1____
36045979200

na, decimal: (aprox.) 0,0000000000277423452544188

ou ainda, 0,00000000277423452544188 % aprox.

Isto está muito mais próximo, infinitesimalmente, de ZERO do que 1%.

Bem, sabe o que isso quer dizer? Qual é o tamanho, a grandeza dessa possibilidade, tendência? Bem, então vamos lá para algumas comparações astronomicas, para você perceber ter uma idéia de qual a chance de você ganhar.

PRIMEIRO EXEMPLO
Suponha que há um sorteio a cada mês e todo mês você joga. E isso, durante 500 anos (supondo que sobrevivesse tanto tempo).
Então o total de jogos: (meses)12x500(anos) = 6000 jogos

Então a sua probabilidade é de 6000 para 36.045.979.200

ou seja, fração:
___6000___
36045979200

Simplificando, isso é aproximadamente igual a:

____1_____ ou seja, de 1 em 6.007.663 (aprox.)
6.007.663,2

ou então, decimal: 0,000000166

ou, 0,0000166%

Enfim, é essa a sua chance de ganhar, mesmo que você jogasse todos os meses por 500 anos!!!

INVESTIMENTO
Agora, vamos supor que ao invés de você gastar esse dinheiro todo com a mega-sena, por quinhentos anos. E mesmo assim ter uma chance ridicula e insignificante de ficar milionário. Vamos, partir para um outro método de ficar rico e cheio da grana.

Suponha, que você gastasse R$ 1,00 para jogar cada vez (o que está abaixo do preço real). Ou seja, nesses 500 anos você gastaria R$ 6.000,00. Então, ao invés de gastá-los desse modo(no jogo), você aplicaria desde já 6 mil reais numa CDB por exemplo, em que o juros rende um pouco mais do que uma Poupança.

Enfim, através da equação de juros compostos. Chegamos em algumas coisas incriveis:
[Abaixo, uma relação de quantos anos e o valor que você teria no total, aproximado]
(lembrando que você investimento inicialmente: R$ 6.000,00)

10 anos: R$ 15.562,45
50 anos: R$ 704.345,11
100 anos: R$ 82.683.674,04
150 anos: R$ 9.706.307.014,66
200 anos: R$ 1.139.431.658.762,79
...
500 anos: R$ 2.981.905.180.387.460.000.000.000,00

Bem, eu nem sei ler isso! É uma quantia astronômica. Certamente, você seria a pessoa mais rica do mundo. Você poderia comprar simplesmente TUDO! Todo o planeta, estação espacial, satélites, todas as nações das Terra. Ou até mesmo, outros planetas. E ainda assim, creio que faltaria muito dinheiro para gastar. Creio que nem existe tanta grana no mundo.
E quanto mesmo você ganharia na Mega Sena? Uns 50 milhões (50.000.000,00) e olha lá.

Enfim, qual seria uma atitude mais inteligente para ganhar, ficar rico, n-nário, cheio da grana: Sena ou investimento?



(claro, não estou levando em conta, a questão da inflação, de modo, que que representaria na verdade seu valor ganho pela aplicação no exemplo, seria bem menor.)

SEGUNDO EXEMPLO
Vamos mudar um pouco o contexto. Agora é o famoso jogo de Truco.
São 40 cartas.

Primeiro caso:
A sua chance de pegar uma carta especifica, como um zap, ou copas, ou espada, em uma jogada: é de 3 em 40
3:40 = 0,075 = 7,5%
A probabilidade disso ocorrer é ainda 450.574 vezes maior do que você ganhar na Mega Sena em 500 anos!

Segundo caso:
A sua chance de pegar o TRIO MAIOR (Zap, copas e espada) na mesma mão entre 11 rodadas (que é o máximo para 1 partida):
11x(1/40)³ = 0.000171875 = 0,0171875%
A probabilidade disso ocorrer é ainda 1.032 vezes maior do que você ganhar na Mega Sena em 500 anos!

TERCEIRO EXEMPLO
Comparação com jogo de dados.
Se você pegar 6 dados e sacudi-los e jogá-los numa mesa. A probabilidade deles darem ao mesmo tempo, todos 6, é de:
1 em 6x6x6x6x6x6 = 46.656
ou seja, 0,00002143347051 = 0,002143347051%
A probabilidade disso ocorrer é ainda 128 vezes maior do que você ganhar na Mega Sena em 500 anos!

QUARTO EXEMPLO
Se você entrar numa biblioteca que possui 100mil livros e simplesmente dizer para o bibliotecário que quer um livro espefico, mas sem dizer o nome. E ele então traz 10 livros. A chance do livro que você quer ser um deles é ainda 600 vezes maior do que ganhar na Mega Sena em 500 anos!

QUINTO EXEMPLO
Dois amigos, cegos, vão ao estádio do Morumbi. E um não sabe onde está o outro. E então em algum momento, um deles aponta um leiser para algum lugar das arquibancadas. A chance dele acertar de primeira no amigo é ainda 100 vezes maior do que ganhar na Mega Sena em 500 anos.

SEXTO EXEMPLO
Se você pegar uma lista (sem qualquer tipo de ordem) com os nomes de todas as pessoas da sua cidade, supondo que há 1 milhão de habitantes. E você fechar os olhos, e jogar uma pedrinha a qual cobre 5 nomes, e ao cair sobre a lista, um dos nomes que ela cobrir ser o seu nome, é ainda 30x maior do que você ganhar na Mega Sena em 500 anos!

INVESTIMENTO Exemplo 2 (ficar rico ainda nessa vida)
Suponha que em 10 anos, se você fosse jogar 10 mil reais, com qualquer tipo de loteria, rifa, bingo, caça-niquel... e ao invés disso, pegasse esses 10mil e investisse em ações, de forma que rendesse, pelo menos 5% ao mês (o que é muito dificil, com certeza, mas não impossível.). Em 10 anos você teria pelo menos R$ 3.489.119,86. Isso, sem contar os dividendos, participação de lucros entre outras coisas.

Bem, aí está uma forma mais viável de se ficar milionário, sem gastar o seu precioso dinheiro no que alguns tem a aldácio de chamar de "sorte" (o que eu chamaria de ser algo que tem muita probabilidade de não acontecer e acontecer) - uma burrice tremenda, diria eu. Isso fora, que você poderia usar o dinheiro que gasta com a cerveja, as drogas, cigarros, doces entre outras coisas inúteis, e investir ainda mais; e certamente, você esperaria muito menos que 10 anos e já seria um milionário.

A diferença, é que para isso você teria que ter uma paciência de aguardar 10 anos, e ter uma visão futura para sacrificar o agora, ajuntando 10mil reias e investindo-o, ao invés de gastá-lo com outras coisas temporais. Ficam pensando: É mais fácil ganhar assim. - Como vimos, mais fácil coisa nenhuma. A tendência de ocorrer, em muitas calculadoras é ZERO, ou seja, NENHUMA. Ao invés disso, investimento, uma boa aplicação é uma ATITUDE CERTA de que aos poucos se chega lá, ou pelo menos, terá como resgatar parte do valor investido. Apenas você precisa revestir-se de uma visão futura e longanima. Por exemplo, investimento em eucalipto, tende a te render 500% em 7 anos.



"Melhor é o que se estima em pouco e faz o seu trabalho do que o vanglorioso que tem falta de pão. " Prov. 5:10
"Os bens que facilmente se ganham, esses diminuem, mas o que ajunta à força do trabalho terá aumento." Prov. 13:11
"O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca." Prov. 26:15

12 junho 2007

A Medicina no Egito Antigo

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Quem que não ficou eufórico e pensativo ao assistir o documentário no The History Channel no ultimo fim de semana? Na série A Origem das Coisas, o episódio foi: "Antigo Egito: Medicina Moderna", apresentado por Michael Guillen.

O documentário mostrou incriveis descobertas arqueologas feitas nas últimas décadas, de inscrições, papiros, o estudo de centenas de múmias. É feito um paralelo entre os conhecimentos e a tecnologia atual da medicina com a do Egito, a mais de 3000 anos atrás. E o incrivel, extraordinário, é que muitas coisas que para nós são recentes, encontramos seus registros há mais de 3000 anos atrás!

De inicio, fala sobre os "instrumentos cirurgicos", os quais foram encontrados, que datam de algo aproximadamente a 3000 anos atrás. Entre eles, algo que surpreendeu os médicos. Encontraram um bisturi de obsidiana. Atualmente, o mais usado são os de aço cirurgico, porém, aos poucos tem crescido o número de cirurgiões que tem opitado pelo uso do de obsidiana, pois ele é mais liso, corta melhor e danifica menos as células. Mas o incrivel é o pensamento: "Como eles sabiam disso? Se nem mesmo possuiam microscópio?" Entre diversos outros instrumentos, que aparentam incrivel semelhança com os utilizados hoje.

Também encontraram papiros que datam 3500 atrás, os quais simplesmente eram "papiros médicos". Ou livros, enciclopédias médicas que há como hoje. E nelas foram encontradas muitas coisas, como um manual sobre diversas doenças, como diagnosticar, os sintomas, os possíveis tratamentos. Até mesmo falava como deveria ser feito o sistema de "triagem". O que para muitos é um conceito muito atual. Porém, vemos isso há milênios atrás.

Algo incrivel também foi a descoberta dos conhecimentos que eles possuiam pela anatomia humana. Conheciam as vias sanguineas e suas propriedades, algo que a medicina moderna, apenas credida seu descoberta no séc. XVII, porém, agora é visto que séculos antes de Cristo, já conheciam sobre isso. Porém, muitas coisas ainda não sabiam muito bem, como a questão da digestão, pensavam que era no anus em que tudo era separado o que o corpo utilizaria ou não, entre outras coisas. Mas conheciam muito sobre o sistema nervoso, sabiam sobre o revestimento das meninges, sobre doenças como meningite. Possuiam até tratamentos cirurgicos para lesões cerebrais. E o mais incrivel,"é que apesar do alto risco de infecção, é espantoso que tantos sobreviveram." (alega o cientista)

E não para por aí. Também foram descobertas próteses. Isso mesmo. Partes artificiais do corpo humano para ocupar o lugar do que foi perdido, e assim continuar a vida. Como o dedão do pé feito em madeira, onde até mesmo escupiram a unha. E ai entra outra questão incrivel: Eles sabiam muito bem como fazer amputação. Sabiam onde contar, como lesionar menos o musculo, os nervos, as artérias etc. E possuiam os instrumentos para isso. E mais, isso era muito comum, devido ao trabalho nas pedreiras e construção que faziam com blocos pesados de pedras, a qual bastava cair sobre um dos membros, e certamente levaria a amputação.

Mas aí entra outra descoberta incrivel. Muitos possuem o conceito de que essas invasões, processos cirurgicos, ou mesmo a amputação. Eram feitas a sangue frio, que deviam doer muito. Mas não, eis outra coisa que os egipsios conheciam muito bem: Os analgésicos. Conheciam os agentes ativos do ópio e até mesmo o da casca de sangueiro (faziam chás); os quais, são, extamente, hoje, utilizados na produção da famosa Aspirina.

Com isso, outra coisa incrivel foi descoberta: Farmácia. Bem, não é nada atual. Mas sim antigo. Possuaim verdadeiras fármicas, e pessoas especializadas trabalhando nelas. Possuiam catálogos sobre mais de 860 drogas e 580 substancias, como usá-los, para tratar qual tipo de doença, e até mesmo qual era a dosagem. O mais incrivel foi ver que os simbolos que utilizavam para as frações das dosagens, formam o simbolo do olho de um deus pagã que eles adoravam (não me recordo o nome). E o mais incrivel, esse simbolo é usado hoje no meio farmaceutico.

Sabiam tratar até mesmo verminoses e fungos, com a babosa (usada até hoje). Também a usavam para tratar queimadura, porém, preferiam o mel para isso. Usavam olibano como anti-séptico e para feridas na boca. Alcasse para tosse e desintoxicante.

Para os ferimentos na pele usavam um método incrivel. Primeiro colocavam carne fresca sobre o ferimento, pois servia como coagulante, estancando a ferida. Depois aplicavam mel, o qual hoje os médicos conhecem muito que tal é ótimo para a drenagem de fluídos e também como um poderoso antibiótico. Aliás, fizeram um teste, e constatou que esse tratamento egito, é excelente, comparando com o mais moderno de hoje, a conconclusão da especialista é que o método antigo apenas estava uns 3 dias atrás do mais moderno no processo de regeneração.

Aí também pensamos: Hoje é especialista para tudo na área médica. Bem, no Egito também. Havia a especialização em áreas médicas. Como ofetamologistas, os quais cuidavam muito de infecções oculares, normalmente com mel. Os quais também usavam aquelas pinturas em volta dos olhos, os quais eram produtos que protegiam os olhos de doenças. E também tratavam da "cegueira noturna" com extrato de figado, o qual hoje se sabe que é rico em vitamina A, e é recomendo ainda nos modernos tratamentos. Mas fica a pergunta: Será que os egipsios sabiam até das vitaminas? Como souberam que o figado servia para esse tratamento?

Também havia dentistas, eram conhecidos como "médico dos dentes". Não há ainda provas concretas de que eles drenavam os abcessos dentários (obturação). Porém, foram encontradas muitos puracos feitos por instrumentos em dentes das múmias, os quais no minimo indicam essa possibilidade. E também mostra, que devido a alimentação deles, o ambiente e o ar carregado de calcário, era impossível eles se mastigarem os alimentos sem que tais estivessem livres de pedrinhas. Portanto, após os 30 anos, era praticamente um milagre um egpsio ter uma boca intacta. Ou seja, era muito comum consultas dentárias. Eles também possuiam métodos para higiene bocal, alias, odiavam mau-hálito, e possuiam vários métodos, como anti-sépticos bocais.

E a parte mais incrivel mesmo, que espantou um ginecologista. Eles possaim métodos contraceptivos incriveis, como uma espécie de diafragma feita com algudão e umas substâncias. Porém, como na cultura o ideal era ter muito filhos, apenas usavam isso para mulheres com problemas ginecológicos, para evitar problemas de parto, ou a morte pre-matura, ou mesmo um feto mal desenvolvido. E também, possuiam algo incrivel, até mesmo revolucionário para a ciência médica de hoje: possuiam TESTE DE GRAVIDEZ. O qual era feito a partir de amostras da urina da mulher. E o método deles foi verificado (até é demonstrado no programa), e funciona! Eles aplicam a urina sobre algumas sementes, e se elas não germinarem é porque está gravida. E então o ginecologista explica, que no periodo da gravidez, a mulher produz residuos e substancias na urina unicos que não ocorre quando não gravida. E que, mesmo sem saber ao certo quais, tais agem de alguma forma inibindo a germinação das sementes.

Porém, há algo que ficou vago no ar. Também os egipisios possuiam no teste de gravidez método como saber o sexo da criança pela urina. Algo que nem com toda a tecnologia de hoje é possível. Porém, não foi encontrado o método para ser verificado. Mas o ginecologista diz: Quem sabe no futuro descobrimos. Ou até mesmo, que estamos ATRASADOS quanto aos antigos egipsios em conhecimentos médicos.

Não para por ai. Também há os psicólogos. Que eram os médicos-sacerdotes, e seus métodos, diagnósticos e tratamentos, em muitas coisas semelhavam-se com a moderna psicanálise, e mecanismos que hoje atraibui-se ao Freud. Porém, essa área deles era envolta de miticismo e quanto as suas crenças pagãs.

E o documentário termina com uma reflexão quanto a isso. Dizendo que hoje, apesar de muitos médicos torcerem os ombros. Cada vez mais, em que muitas coisas não são apenas tratadas fisicamente ou mentalmente, mas espiritualmente. E no Egito também.



Nota: O estudo do passado e as descobertas da arqueologia são incríveis, quebrando muitos conceitos atuais. Principalmente, quando se depara com tamanhos contrastes com as idéias evolutivas do homem, no qual, teóricamente o homem de hoje deveria ser muito mais inteligente do que o de milênios atrás. E o que vemos é uma fase comum para os historiadores: "Cada vez mais aprendemos com o passado." Aliás, esse documentário é mais prova irrefutável, daquele pensamento de que "a religião é um embargo para o avanço tecnóligico e cientifico". Basta olhar para o Egito, e ver que a sua religião (apesar de pagã) fora o braço que movera essa das mais surpreendentes civilizações passadas. E uma pergunta fica no ar, que nem foi tocada no documentário: "Até onde vai a relação do conhecimento médico dos egipisios com a influência do povo hebreu no pré-exodo?"